Metamorfose


Permita-me fechar o anel,
engolir o meu próprio veneno,
em circunvolução,
nascer para mim mesma,
com asas,
tal serpente voadora,
acima do mal e do bem,
uma alma livre
num corpo de mulher,
que eu te permito
decifrares a tua sombra,
ou ser por ela ser devorado,
caso me obrigues
a rastejar sob os teus pés...


Nancy Lix. Metamorfose. Lua em Refração. Página 40, Editora Plus, 2009.

Um comentário:

Celso disse...

Uroborus ou Ouroborus, místicas correntes.
Tua métrica é incisiva, criativa.
Tua poesia não é para qualquer um, tudo é muito profundo.

Ferutti

 
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