Eternidades

És a paixão da minha ira,
do meu desapontamento
a razão do mal querer,
deste coração mutilado
a maldição dos genes.

Dos meus ossos és memória,
eternidades de rubra poeira
sobre o sentimento desolado,
da perpétua angústia o gênesis.

Como posso perdoar-te
se já não sou a rosa de outrora
mas espinho no espírito de Deus?

©, 2008, Nancy Lix.

5 comentários:

Argonauta disse...

Nancy! Tive a boa aventurança de conhecer vc no Portal Literal.
Passo por aqui para elogiar sua dedicação por esse blog de primeira linha!
Preserve bem a feitiçaria dessa pena douta! Shalom!

rafael disse...

bonito estado de alma nancy. depois, peço desculpa por ter parado aquela história dos dardos. Só agora percebi o seu verdadeiro significado, mas a realidade é que eu não dou grande importância a isso. Escrevo por prazer, por gosto, sem outra intencionalidade. De qualquer modo agradeço a gentileza , com meia duzia de baci. Está?? ciao.PETER.

Nancy Lix disse...

Oi, Peter. Prêmios, em si, não significam nada, também, para mim. Mas, este prêmio Dardos sensibilizou-me, pois parte dos amigos poetas e escritores blogueiros, uma forma de dizer:
identifico-me contigo, também amo escrever e aprecio teus versos. O reconhecimento de um amigo vale mais do que qualquer estatística de qualidade e/ou popularidade, comuns a outros prêmios.
Beijinho.
Nancy.

Roger Jones disse...

eu gostaria de ser sensível.
mas só consigo fingir ser.

:/

Nancy Lix disse...

Roger,

Fingir é uma forma de sensibilidade mascarada, pois que, na verdade, ninguém pode fingir alguma coisa que não tem em si - a questão do ser e não ser, ou ninguém é, se veio do nada –.

Eu gostaria de ser mais zen, mas se fingir, estarei sendo, então deixaria de querer ser...

Filosofando levemente adoidada....

Bjnho.

 
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